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A empresários em SP, Eduardo Leite diz que deixa disputa se houver nome forte de centro

Publicado em 18/10/2021 18:54:48
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Em disputa com João Doria nas prévias nacionais do PSDB, o governador gaúcho Eduardo Leite afirmou em um jantar com empresários na noite deste domingo (17) que não quer ser o salvador da pátria e que abriria mão da candidatura se houvesse um nome forte para a terceira via. "A gente não pode mais permitir que se acredite que no Brasil a gente vai eleger um mito ou salvador da pátria. Eu não sou candidato a mito nem a salvador da pátria", disse Leite, acrescentando que não se muda o país por ruptura.

No estado para a campanha das prévias no partido, Leite participou de um jantar com mais de cem pessoas na capital paulista, organizado pelo grupo Esfera Brasil, que fomenta o diálogo entre o setor produtivo, o governo federal e o Congresso. O evento foi na casa do empresário João Camargo, presidente da organização, no bairro Morumbi. Luiza Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza, Marcelo Claure, do Softbank, Chieko Aoki, do Blue Tree Hotels, Issac Sidney, presidente da Febraban, e Claudio Lottenberg, do conselho do Albert Einsten, eram alguns dos presentes.

Também compareceram cerca de dez prefeitos, como de Jacareí e São José dos Campos, e Gilberto Kassab, presidente do PSD, que afirmou a interlocutores que Leite irá vencer a disputa.

"Se Doria resolver o problema de rejeição e decolar nas pesquisas até as prévias, não tenho nenhum problema de retirar a candidatura, mas não estou vendo isso nesse momento", disse o tucano. "Eu vou ganhar as prévias", acrescentou. Segundo presentes, o clima era de entusiasmo e alguns participantes trataram o evento como o jantar da virada. "Se tiver outro candidato que flagrantemente reúna melhor, que mais aglutine, que mais se viabilize, eu não vou ser obstáculo para fazer concililação. Eu quero ajudar esse país a sair dessa maluquice."

O governador gaúcho também defendeu que o Brasil tenha um "centro que caminhe para a frente" e que ele não quer escolher entre ser eficiente e privatizar ou ser sensível e fazer programas sociais de transferência de renda. "Acho, inclusive, que são complementares. Preciso de um governo enxuto para ter recurso e aplicar naquilo que promova a população de baixa renda."

Em uma briga deflagrada na sigla, Leite alfinetou Doria durante a tarde. Afirmou que “negar participação no debate e lançar suspeitas à forma de votação é coisa do bolsonarismo". "Espero que não volte o BolsoDoria.”


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Crédito: Folha de São Paulo